7 de junho de 2022

OITENTA ANOS DE CURIOSIDADE

Santarém do Tapajós, 04/06/2011

Sebastiao Imbiriba

Hoje, completo oitenta anos de vida, oito décadas desde que nasci. É um bocado de vida, não que esteja satisfeito, quero muito mais. Beatriz, minha mãe, chegou pertinho dos cem e prima Sophia se foi faltando apenas dezenove dias para completar um século. Quero chegar por aí e até quebrar a barreira dos cem. Mas já estou no lucro. Dê qualquer forma, oitenta anos são um bocado de tempo.

Ainda mais, se pensarmos em como a Humanidade evoluiu. Primeiro, quanto à escala de vida: quando eu era criança, o tempo esperado de vida humana média não passava dos quarenta e cinco anos, isso sem contar a mortandade por guerras, fomes e doenças. Hoje, se vive em média setenta e cinco anos. Depois: pela intensidade e quantidade do conhecimento e dos acontecimentos.

Na minha infância ainda se viajava de navio, semanas para chegar do Rio a Santarém, sem contar a espera pela saída. Além disto, a informação que você deseja e que antes não se encontrava nem nas melhores bibliotecas, hoje está a segundos do clique de seu mouse. Fatos são comunicados e decididos, de um lado a outros do Mundo, em minutos, quando antes necessitavam meses.

Oito décadas de vida, portanto, mais do que tempo, é templo de reflexão, onde se sorvem lições, se medita sobre elas e, talvez, se as repassa a eventuais discentes.

Depois das atribulações de saúde do ano anterior, quando passei meses em várias internações hospitalares por motivos diversos, inclusive delicada cirurgia vascular, do que me recupero a contento, o raiar de uma nova década de vida enche o espírito de esperanças, de ânimo e de indagações: O que fiz da vida que percorri? O que farei da vida que me resta?

À vida me fez. Muito do que sou, herdei genética, moral e culturalmente de meus antepassados. As características físicas, a ética, a abertura para o conhecimento, jeito de ser e lições que recebi de pai e mãe, e que estes herdaram dos seus. Por gerações anteriores, tudo vem desta origem. Mas isto é apenas a base sobre a qual se constrói a vida.

É inegável a aleatoriedade da sorte nos encontros que conformam nossos destinos. Este é fator importante. Mas daí para a frente é nossa responsabilidade, depende de interesse e comprometimento a vida que construímos, a profissão que escolhemos, o amor que merecemos.

Tenho defeitos de sobra, sei que existem e me desgostam profundamente, mas não me preocupo tanto assim com eles, nem seria eu que os revelaria. Há qualidades, no entanto, que me proporcionam grande satisfação. A primeira é a curiosidade, a segunda a persistência.

Curiosidade. Sempre fui curioso, era assim aos dois anos de idade, e contínuo assim aos oitenta, sou perguntador, o que é isto, por que aquilo? Vou atrás da informação, quero saber tudo nos mínimos detalhes.

Houve tempo em que passava horas em bibliotecas e enciclopédias eram consultadas a cada momento, hoje está quase tudo na Internet, mais fácil, mais rápido, às vezes até mais completo.

Meu pai me dizia: “Toda ciência do mundo está nos livros”. Então eu lia muito. Hoje eu digo: “Falta pouco para que quase toda ciência do mundo esteja na Internet”. Então navego muito.

Persistência. Reconheço, não sou inteligente, demoro muito para entender, é uma dificuldade enorme. Por isso mesmo, tenho que ser persistente, insistir, estudar e reestudar, desenvolver exercícios, ler e reler, até que, por fim, uma tênue luzinha de entendimento aparece e o conhecimento desabrocha e ilumina.

Ágora tenho que lutar com mais uma dificuldade, a memória me foge, ambas, a antiga e a recente. Oh meu Deus, quem é mesmo que introduziu o aristotelismo na escolástica, Agostinho ou Tomás de Aquino? O lado oposto sobre a hipotenusa é seno ou cosseno? Coço a cabeça, tento relembrar de coisas que aprendi há sessenta, setenta anos atrás. Mas isto é questão de tempo, minutos, daqui a pouco a informação salta à lembrança.

O pior é tentar relembrar fatos recentes: “Muito prazer seu João. Como é mesmo seu nome?” Valha-me Deus. Tenho que prestar atenção redobrada, usar artifícios de memorização, anotar, o que nem sempre é possível. Mas que fazer quando os dois únicos neurônios de que disponho não querem mais se encontrar?

Mas isto não me amedronta, continuo a ser curioso, a querer aprender cada vez mais e persisto com maior intensidade. Com parcos resultados, é verdade, mas, de qualquer forma, alguma coisinha aprendo ao longo da vida. O problema é que, apesar do pouco que sei, não posso utilizar todo o pequeno conhecimento de que disponho.

Tão pouco saber, tão pouco utilizado. Profunda e frustrante sensação de desperdício, inutilidade. Por que, para que, tanta ânsia por saber, tanto sacrifício em aprender, com capacidade de fazer tão diminuta? Se os jovens se bastam e pouco se interessam pelo que, eventualmente, eu conheça e possa ser de utilidade para eles; se acomodados não desejam nem fazer, nem saber?

Ah, como eu gostaria de ser como Sophia[1], a Mestra! O anseio por discípulos é insuportável que eternizem estas divagações. Um tiquinho assim de desânimo tenta me acomodar. Então a curiosidade se envereda por outro caminho e me leva a outras explorações. E é aí que descubro: o único conhecimento que realmente interessa é a ciência da felicidade e do amor.

 



[1] Minha prima Sophia, mestra emérita de incontáveis gerações.


20 de abril de 2022

Tentando ajudar o IHGTap

Meu corpo está a três mil e setecentos quilômetros de distância por via terrestre), trazido pela doença para o aconchego e cuidado das filhas, mas meu espírito vagueia saudoso pelas ruas de Santarém do Tapajós e descansa na Orla a admirar o encontro das águas enquanto troca ideias com amigos idos: Waldemar Penna, Rostand Malheiros, Raul Loureiro, Efrem Galvão e tantos outros que me iluminaram a alma com tanta sabedoria e afeto. Ah! Saudade dolorida.

De tão distante, que posso eu fazer por minha paixão preferida, o IHGTap?

Posso apenas contribuir com algumas ideias desengonçadas na esperança de que possam servir de inspiração a que possua maior capacidade e melhor juízo. Mas são ideias pensadas, refletidas, carregadas de experiência de vida e de sinceridade.

Se me dão atenção? Não sei. Dificilmente, acho. Mas, certa vez, alguém me disse que escrevo difícil, que as pessoas não me entendem, ao que respondi: “escrevo para quem sabe ler, espero”.

Uma frase talvez presunçosa e muito provavelmente é. Assim como é esperar que ideias solucionem problemas.

O que entrega valor para a Humanidade é AÇÃO.

19 de janeiro de 2022

Fatores essenciais de criação de riqueza:

1. Empresa e Empreendedor (Particular ou Estado): Coordenação;
2. Capital (Próprio ou de terceiros): Financiamento;
3. Ciência & Tecnologia e inovação: Quebra de barreiras;
4. Know-how: Processos;
5. Matéria Prima: Insumos;
6. Trabalho: Produção de riqueza;

O Estado brasileiro tributa os fatores de produção de riqueza encarecendo  o produtos.
Deveria tributar o resultado da conjunção dos fatores, os ganhos de capital.
Isso resultaria em melhor remuneração do Trabalho e menor preço do Produto criando demanda para produção voltada ao consumo interno.

8 de janeiro de 2022

Para salvar a Praça Rodrigues dos Santos

Modesta contribuição ao debate em curso no IHGTap:

Proponho que a Prefeitura Municipal de Santarém suspenda as agressões à Praça Rodrigues dos Santos e contrate o SEBRAE para desenvolver plano de negócios de Galeria Popular unindo essa Praça à Feira da Candlha, criando dinâmico eixo de negócios nesse perímetro.

A Galeria Popular, contaria com dois a quatro pavimentos, criando espaço para cerca de 400 lojas, escritórios, consultórios, oficinas, sanitários e praças de alimentação. O plano indicaria a natureza jurídica da instituição administradora da Galeria Popular e sua forma de autofinanciamento e governança.

A Galeria Popular seria construída em terrenos desapropriados pela PMS e indenizados menor parte em dinheiro e maior parte em espaço comercial ou cotas-parte do próprio empreendimento, em valores médios levantados por três corretoras imobiliárias, incluindo lucros cessantes. A PMS recuperaria o investimento conforme os usuários compradores efetuassem o pagamento do sinal.

Por hipótese, os imóveis a serem impactados na criação desse precioso corredor dinamizador da economia local são os seguintes:

·        lojas Compra Tudo Utilidades e Vitória Variedades, na Praça Rodrigues dos Santos;

·        imóveis de números 650 a 660 no lado par da Rua Galdino Veloso;

·        prédios adjacentes à CDL-SERASA, a partir da loja Sanvidros, no lado ímpar da Rua Galdino Veloso que façam fundos com a Feira da Candilha, na Avenida Rui Barbosa;

·        a própria Candilha.

Os usuários típicos da Galeria Popular seriam as várias centenas de empreendedores, hoje atuando como ambulantes, cujos parentes, já estabelecidos, dispõem de know-how comercial básico, fontes de fornecimentos e capital em espécie acumulado por trabalho intenso, espírito acumulativo e natureza informal da atividade comercial.

Tais fatores criam potencial reprimido à espera de abertura para se transformar em riqueza.

Esse setor dispõe de capital pulverizado fora do sistema bancário e ele próprio financiaria todo o empreendimento, sem necessidade de desembolso estatal a fundo perdido para financiar setor que pode caminhar com as próprias pernas se a PMS funcionar como facilitadora e líder aglutinadora.

A Galeria Popular poderia ser essa abertura e seria muito maior e mais benéfica do que a projetada destruição de precioso patrimônio cultural. Além disto, pequena parte do investimento estatal orçado para destruir ensejaria a necessária restauração da Praça Rodrigues dos Santos, da Praça do Relógio - entre a parte baixa da Praça da Matriz e o Mercado Modelo - e do Largo da Usina - ao lado do Mercado Modelo, na parte baixa da Rodrigues dos Santos - ambos entulhados por camelódromos horrorosos, que precisam ser demolidos por esconderem o admirável prédio da Usina de Luz, o qual deve ser restaurado e transformado em facilidade cultural popular a ser definido em consulta pública - escola de danças folclóricas, por exemplo - e seus espaços externos - Praça do Relógio e Largo da Usina - ajardinados e arborizados.

Teríamos, então:

·        Paisagem urbana descortinada, emoldurada pelo casario da Rua Wilson Fonseca, pelo Teatro Vitória, por jardins no entorno da Usina de Luz;

·        Abertura de campo de trabalho, emprego e renda para grande contingente empreendedor ansioso por oportunidades e capaz de aproveitá-las;

·        Criação de um novo centro de artes populares na Usina de Luz;

·        Aperfeiçoamento da Praça como atração turística;

·        Expansão tributária da PMS pela dinamização da economia.

O nome deve ser Galeria Popular ou Galeria do Povo?

O Mercado Modelo deve ser transformado em “Bolshoi Popular” do Tapajós?

O governo deve financiar a fundo perdido particulares autossuficientes?

Sebastiao Imbiriba

07/01/2022

5 de novembro de 2021

ARQUIMEDES LALOR: DANÇARINO E REVOLUCIONÁRIO

* por Eduardo Dias
Archimedes Machado de Lalor, nasceu em 1896 em Belém, era filho de Pedro Gonçalves Lalor e Beatriz Meireles Machado (filha do Dr. Machado, o Barão do Solimões), e faleceu em 1943, foi diretor técnico da Usina de Luz, Água e Gelo de Óbidos, participou do movimento conhecido como a Revolução Constitucionalista do baixo amazonas, ocorrida em agosto de 1932, quando a 4ª bateria de costa do exército sediada em Óbidos, sublevada, montados em navios mercantes da época com canhões e metralhadoras, foram atacar Manaus, mas ao chegar em frente a cidade de Itacoatiara, encontraram a resistência das tropas legalistas de Vargas, dando origem a única batalha naval ocorrida no Brasil no século XX. 

Álbum de família, 
Lalor com a irmã Beatriz 

ARQUIMEDES AGITADOR Sobre suas peripécias, segundo Informações extraídas do inquérito realizado pelo Inspetor de Polícia Marítima, assim nos informa: “Archimedes Machado de Lalor, 38 anos, chegou a Óbidos em outubro de 1931. Depois de uma conturbada passagem pelo cargo de diretor técnico da Usina Municipal de Luz, Água e Gelo, foi exonerado pelo prefeito, Ignácio Freire, um velho coronel da extinta Força Pública. O prefeito alegou que o subordinado fugiu de suas atribuições ao assumir o papel de defensor dos negros do Trombetas contra interesses dos proprietários de castanhais. Archimedes Lalor passava muitos dias em viagens pelo interior do Baixo Amazonas, fora da área de competência da Usina, imiscuindo-se na vida das comunidades negras. O documento revela o envolvimento de Lalor com mocambeiros em luta contra grandes proprietários de terra, velhos coronéis do latifúndio que fizeram fortuna com a exploração de cacau, exportação de castanha e criação de gado. Na visão do prefeito, estes coronéis eram os homens que protegiam e amparavam os interesses da grande comunidade negra da área. Essa foi a Exposição de motivos do prefeito Ignácio Freire ao interventor Magalhães Barata, 4 de julho de 1932. Fundo Gabinete do Interventor, Série Ofícios, 1932. Caixa s/n. APEP. Os negros exploravam castanha, comercializada com regatões em troca de alimentos e mercadorias. Na época da revolta de 1932, os comerciantes José Gabriel Guerreiro, Manoel Costa, Costa Lima, Francisco Sousa, entre outros, começaram a transferir lotes de terra dos negros para seus nomes. Foi neste ambiente conflagrado de luta pela terra que Arquimedes Lalor atuou ao lado dos mocambeiros. 

ARQUIMEDES REVOLUCIONÁRIO 
A exoneração de Archimedes Lalor do Cargo de diretor técnico da Usina Municipal de Luz, Água e Gelo o fez aderir à revolta em Óbidos. A Revolta Constitucionalista havia efetivamente começado em Óbidos, tão silenciosamente como em São Paulo e quando o 4º GAC foi sublevado, Getúlio Vargas registrou em seu diário: “A revolta tende a alastra-se como uma furunculose. Rebela-se o Forte de Óbidos, no Amazonas”. Mesmo com o Exército levando ampla vantagem sobre as tropas paulistas, Vargas pareceu preocupado com a entrada em cena de uma pequena guarnição militar na longínqua cidade de Óbidos. Na manhã de 18 de agosto, ao assumir o cargo de “prefeito constitucionalista”, Arquimedes tratou de exonerar Ignácio Freire. Em seguida, ao tomar conhecimento que o Sargento Almir Huet iria a Oriximiná buscar lanchas, Lalor pediu-lhe que descesse até os rios Trombetas e Erepecuru, de onde deveria trazer alguns homens pretos. Huet trouxe vinte negros para Óbidos. No entanto, como Lalor já tivesse partido para Parintins em missão rebelde, os negros foram alojados em cabanas no sopé da Serra da Escama. Seja por meio de violência, seja de forma espontânea, em três dias, o Serviço de Alistamento da Força Constitucionalista registrou o ingresso de mais 104 homens. Desta forma, o efetivo do 4º GAC, durante a sublevação, duplicou. 

ARQUIMEDES ARTISTA 

Na coluna Cine Diário do Jornal da Noite, fomos encontrar um artigo sobre Arquimedes Lalor, com o título de “A ÚLTIMA DE ANTONIO ROLANDO”. Arquimedes Lalor ou melhor, Antonio Rolando, e sua “patner” quando na América do Norte no Coconoat Grover, dançava o maxixi, cantava o Papagaio louro, e fazia outas exibições artísticas, não pensando ainda em fazer revoluções... Antonio Rolando não há fã que não o conheça, e não saiba de suas inúmeras aventuras, no Brasil e no estrangeiro. Aventuras cinematográficas, reais, repletas de situações, as mais dispares, como um filme em série... Foi Antonio Rolando quem, com Syn de Conde formou o primeiro par de artistas que o cinema americano nos apresentou. Syn de Conde conseguiu trabalhos mais importantes, chegando a figurar em papéis de relevância ao lado de Nezimova, a Greta Garbo da época. Mas rolando foi sem dúvida, muito mais popular. Figurou em vários Films, dançou no coconoat grove, de ziegield, o tango argentino, o maxixe, o sapateado e quanta dança havia na época. Cantou para os americanos O Papagaio Louro, e trocando a profissão de actor pela de mecânico, algumas vezes. Em outras surgiu como correspondente cinematográfico, visitando estúdios, envolvidos em casos com artistas famosos, e quanta coisa mais para encher em letra de forma os noticiários dos jornais. Porque Rolando é da publicidade, quando veio ao Brasil aqui lançou as trombetas do reclame em torno de sua pessoa, e, se, o cinema brasileiro não conseguiu ser uma realidade, não foi por falta de retumbantes e convincentes publicações dos jornais e confiança do público. Mas Antonio Rolando se tentou fazer cinema, logo se deixava para se fazer bailarino, actor de variedades, jornalista, inventor e tantas outras profissões que abraçava, sempre com maior ou menor sucesso. Espírito inquieto, amando as aventuras, não raro Rolando deixava tudo isso para se meter em um empreendimento arriscado e por muito tempo não se ouvia falar mais nele. Até que um dia aparecia aqui ou no estrangeiro sendo recebido por banda de música, como aconteceu em Tampico, ou metido com revoluções, caçadas, expedições, qualquer coisa, enfim, que redundasse em publicidade. Agora depois de muito tempo que não se ouvia falar de Rolando, soubesse do movimento revolucionário em Óbidos, e como Rolando estava por aquelas bandas, se não nos enganamos como fazendeiro, era impossível que ele não surgisse em primeiro plano nos noticiários dos jornais. E assim foi culminando com o telegrama de ontem, que assim transcrevemos: UM DOS IMPLICADOS NO LEVANTE DE ÓBIDOS TENTAVA FUGIR COM VESTES FEMININAS. Belém, - telegrama procedente de Óbidos informam que o destacamento do Cabo Corumbá, prendeu Arquimedes Lalor, um dos cabeças do último movimento. No momento em que foi preso, Lalor usava vestes femininas. Qual, Antonio Rolando não se fez revolucionário convicto...é mais uma oportunidade de que ele se aproveitou para publicidade, para representar ao ar livre o que ele desejaria representar dentro de um estúdio cinematográfico. 

Files: Corações em suplicio, 


 • Eduardo Dias é advogado, compositor, agitador cultural, membro do Instituto histórico e geográfico do Tapajós. 
Fonte: PINTO, Walter, A Revolução Constitucionalista do Baixo Amazonas Jornal da Noite /RJ 
Fotos: Álbum de família/Nelly Imbiriba 
Contribuição: Sebastião Imbiriba/sobrinh


30 de agosto de 2021

A vitória do Sonho Alquimista

e=mc2, a famosa equação de Einstein, nos informa que massa e energia são a mesma coisa, mas a comprovação dessa teoria era impossível até a construção do Relativistic Heavy Ion Collider (RHIC) no Laboratório Nacional de Brookhaven nos Estados Unidos.

Artigo de julho deste 2021, publicado na Physical Review Letters - Phys.org, relata como a ciência deslindou mistério imensamente mais potente que a transformação da matéria infrutiferamente buscada pelos alquimistas, a própria criação da matéria a partir da energia.

Ao par de outras poderosas conquistas da física, como fusão atômica e inteligência artificial, a transformação da energia em matéria abre perspectivas insuspeitadas pela Humanidade e com consequências imprevisíveis.

Esses três novos vetores de nosso destino apontam a possibilidade de que, em breves décadas, o Mundo seja dominado por máquina projetada por sua própria inteligência e conhecimento armazenado, movida pela energia infindável da fusão nuclear, a qual também usará na produção das matérias que necessite para construir a si mesma.

Significa, também, o fim de toda escassez de matéria necessária ao bem estar da Humanidade.

É a realização do mais quimérico dos sonhos alquimistas. E, ao mesmo tempo, solução e preocupação para o Homem.

REF: https://phys.org/news/2021-07-collisions-matterantimatter-pure-energy.html

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11 de abril de 2021

O Art. 142 e o Duque de Caxias

"Em toda a minha vida tomei por norma obedecer sem hesitar, a todas as ordens do governo. Depois que entrei para o Senado, tendo de manifestar uma opinião política encostei-me sempre naqueles que por suas ideias e procedimentos me parecessem oferecer maiores garantias de ordem em meu país ". Duque de Caxias.

Esta declaração mostra o quanto Caxias julgava a ordem pública de extrema  importância para o bem desta nação, sem a qual é impossível trabalhar e progredir, até mesmo, viver. É por esta razão que hierarquia e disciplina são tão estimadas e protegidas no meio militar que se tornaram preceito constitucional da essência das Forças Armadas. Entre tantos méritos de Caxias, o maior deles foi o de ser Conselheiro da Paz e Pacificador do Brasil.

Quando chegue o momento em que a nação se desfaz na desordem, a desarmonia impera e os Poderes se digladiam, todos mandam e ninguém obedece, as utilidades públicas não mais funcionam, o povo se vê ameaçado pelo crime, a fome, a doença e o desespero, só restarão íntegros, preservados pela disciplina e a hierarquia, o Exército Brasileiro, as Forças Armadas.

Será neste momento, que as Forças Armadas cumprirão a missão que lhes é determinada pela Constituição Federal em seu artigo 142, permitindo que o Presidente da República, seguindo exemplo do Pacificador do Brasil, o Duque de Caxias, restabeleça a harmonia entre os Poderes, a ordem na República e a paz na nação brasileira.

Resta, no entanto, a terrível pergunta: Pode o responsável pelo cumprimento do artigo 142 submeter a nação aos sofrimentos da desordem crescente esperando que a crise aumente ao nível do insuportável, para proceder o restabelecimento da paz? Ou deve ele prevenir e evitar as graves consequências da hesitação? É a hesitação compatível com a cultura militar? Qual será, então, o momento da ação? Por outro lado, pode ele correr o risco de arcar com o ônus da precipitação indevida? A quem compete julgar este último caso?

O momento certo será o consensual entre Comandante Supremo, Ministro da Defesa e Comandantes da Forças Armadas, desde que um ou mais dos estados de exceção – Estado de Defesa, Estado de Sítio ou Intervenção Federal – estejam em vigor, obedecidos os Princípios de Necessidade e Temporariedade, sem que a crise seja debelada.

Isto implica submeter o país a sofrimento prolongado até que ocorra a combinação de insucessos na aplicação das medidas de exceção que eximam o Comandante das Forças Armadas do crime de responsabilidade.

Seria justo impor ao povo brasileiro tal agonia?

Estaria isto já ocorrendo agora?

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30 de março de 2021

Amor

Amor é sentimento inexplicável, é mais profundo que gostar e se exprime por seus atributos: respeito, atenção, carinho, dedicação, cuidado, aconchego e outros que cada um encontra em seu coração para dar ao ser amado.


21 de março de 2021

CORONAVIRUS - FAZER NADA É CRIME

Enquanto não chega vacina para todos, morre gente em penca nas UTIs e outro tanto que não encontra vaga nos hospitais superlotados.

O que fazer? Cruzar os braços e assistir placidamente o coronavirus ceifar preciosas vidas?

Ou tomar quaisquer providências que possam eventualmente salvar pelo menos uma vida?

Inclusive orar, fazer despachos de candomblé ou outro ato de fé, porque até agnósticos reconhecem, como eu, o poder da fé na recuperação de doenças, inclusive em casos que denominamos milagre já que a ciência atual não os explica.

E, poque não, até usar remédios para vermes e piolhos, mesmo contra opinião de cientistas que ainda pouco sabem de tantas doenças, inclusive a covid-19?

Há depoimentos suficientes atestando que tratamento precoce ajuda, quando não seja o único modo, a salvar muitas vidas do câncer e outras cruéis doenças, incluindo coronavirus.

É certo que tais substâncias não matam o vírus, mas criariam barreiras a que prolifere.

Isto não é partidarismo político. É desespero diante da tragédia.

Quando não haja solução, qualquer solução é solução.

Fazer nada é crime.

9 de fevereiro de 2021

A imperativa Arte de Tolerar

Uma de minhas maiores ambições é dominar a arte da comunicação, objetivo frustrado tanto por minha incapacidade de me expressar adequadamente, quanto pela dificuldade de meus interlocutores de focarem no conteúdo e se concentrarem no discurso acabando por não entenderem qualquer dos dois.

Tenho feito apelos pela tolerância democrática como instrumento necessário à convivência civilizada. Um destes apelos foi a postagem em meu blog de O valor intrínseco da Arte, que escrevi para dar exemplo de como as pessoas podem ser intolerantes até com entes queridos, um dos quais ocorreu entre mim e um sobrinho muito talentoso. Outro que me veio à lembrança foi a música de Wagner, apresentada por orquestra de Israel, que provocou duras críticas contra o antissemitismo do compositor. Os que compareceram ao evento abstraíram o fato ou não lhe deram importância, foram pelo apreço à arte.

Compreendo perfeitamente o ressentimento de judeus contra antissemitas, mesmo que nada tenham a ver com o que ocorreu na Alemanha após terem falecido. O Holocausto é trauma que afetará eternamente a Humanidade. Acredito, também, nas boas intenções dos promotores do evento wagneriano, quaisquer que tenham sido.

Não mencionei este fato em O valor intrínseco da Arte exatamente para evitar polêmicas e protestos. Talvez, a menção dos dois fatos juntos pudesse construir o entendimento de que o tema fosse a intolerância. Infelizmente, a citação solitária do caso do sobrinho foi interpretada como ressentimento de minha parte, como se me sentisse ofendido e externasse mágoa recôndita. Nada disto.

O que quis e quero reafirmar é que não basta tolerar, é necessário amar a tolerância e a diferença para que possamos conviver civilizadamente.


6 de fevereiro de 2021

O valor intrínseco da Arte

Há poucos dias escrevi que “Não basta tolerar, o democrata ama a diferença  e respeita o diferente”. É este estado de espírito aberto ao entendimento que nos faz apreciar a obra de arte e o desempenho virtuoso do artista e descolar essa apreciação do caráter e das ideias do autor e do intérprete. Ao ser produzida a obra de arte adquire vida própria, autonomia e valor intrínseco.

Este entendimento me vem à lembrança ao ler o comentário laudatório de interpretação musical de um de meus sobrinhos, filho de irmão muito amado, por uma neta a quem amo e respeito por sua inteligência e cultura. Algumas primas e a própria mãe dela a acompanharam nos elogios ao primo violonista.

De fato, eu próprio admiro os dotes virtuosos desse talentoso sobrinho e seria o primeiro a cumprimentá-lo efusivamente, se me fosse aberta a oportunidade, não fora triste fato ocorrido há já alguns anos.

Um de meus prazeres mais apreciados é o debate de opiniões, as mais diversas, com pessoas democráticas e cultas, e tive o prazer de trocar ideias, pelo Facebook, com esse talentoso sobrinho, cada qual com suas bem enraizadas verdades. No entanto, em determinado momento, meu contra debatedor me fez a seguinte declaração: “Tio, só não o chamo de imbecil porque o senho é meu tio”.

Respondi-lhe com palavras gentis e apaziguadoras, o que parece tê-lo irritado ao ponto de me eliminar do seu rol de amigos no Facebook.

Não me ofendi, apenas fiquei triste com o que me pareceu atitude intolerante, antidemocrática e imatura de alguém que não tendo argumentos apela para a ofensa. Mas isto, em absoluto, jamais prejudicou minha apreciação pelo talento musical desse sobrinho que continua a ser muito querido.

Antigo provérbio chinês afirma que o sábio a tudo perdoa por conhecer as causas de todas as coisas. Não sou sábio, longe disso, luto arduamente para adquirir algum saber e é por isso mesmo que, além de ser um socrático fazedor de perguntas, aprecio o bom debate.

E, acima de tudo, sei dar valor à Arte e ao Artista de alta qualidade.

 .

5 de dezembro de 2020

Carta de um apaixonado

Meus queridos pais

A mudança que se operou na minha maneira de encarar as coisas, de analisar os acontecimentos, foi tão extraordinária, que às vezes fico a imaginar se o que se passou comigo, se passa com todos os que se casam.

Tudo se apresenta diante de mim com a face real, que só podemos ver quando estamos amadurecendo o caráter. Penso que é a minha verdadeira personalidade que se apresenta como de chofre.

A sua nova filha Nancy é uma moça encantadora, que supera as minhas expectativas. Sou plenamente feliz.

O que julguei um dia ser uma temeridade – casar – não passa de um passo que dei no momento exato com a pessoa certa.

Milhões de beijos e abraços do filho

Sebastiao Gil

Rio, 1.9.56


3 de dezembro de 2020

Lenda e Origens da Família Imbiriba


Diz a lenda familiar que uma donzela da família Fernandes, católica, do Recife se casou com um militar holandês, do exército de Maurício de Nassau, luterano, o qual retornou para seu país de origem após a derrota para os pernambucanos em 26 de janeiro de 1654. Constrangida pela censura da sociedade local após a retirada dos holandeses, a família da esposa abandonada migrou para Quixeramobim, na região central do Ceará.

Devido à ascendência holandesa, os Fernandes de Quixeramobim eram altos, louros, de olhos muito azuis e tez vermelha como as sementes da imbiriba, árvore de porte médio nativa do Nordeste, de cuja semelhança deriva a alcunha agregada ao nome de família: Fernandes Imbiriba.

Afligidos pela grande seca que atingiu o Nordeste em 1877-79, os Fernandes Imbiriba migraram do Ceará (não sei se restou algum Imbiriba em Quixeramobim, mas  há referências a uma tia Teté Fernandes, respeitada matrona da família, que lá permaneceu), e se estabeleceram no Baixo Amazonas, principalmente em Santarém e Oriximiná os primeiros dos quais foram:

·         Machado Imbiriba, do qual não sei o nome de batismo, mas seus descendentes diretos foram:

o   Tereza Rosa de Jesus Machado Imbiriba + João Baptista Imbiriba Fernandes,

o   Antonio Machado Imbiriba,

o   Ana Machado Imbiriba + João Guerreiro,

o   Francisca Machado Imbiriba (Chiquinha) + José Gabriel Guerreiro,

o   Joana Machado Imbiriba (1ª esposa de João Baptista Imbiriba Fernandes);

·         Manoel Coriolano Monteiro Imbiriba, casado com Maria Tapajós Nogueira Fernandes, e

·         Gonçalo Ramalho Fernandes, casado com Argemira Geracina Imbiriba.

Destes três ancestrais (os dois últimos eram irmãos, mas não sei quanto ao primeiro) descendem todos os Imbiribas consanguíneos (há muitos afilhados que adotaram o Imbiriba dos padrinhos). Com o tempo, a família perdeu o nome Fernandes e passou a ser apenas Imbiriba.

 Os Imbiribas do Baixo Amazonas migraram para todas as partes e hoje se espalham pelo Mundo, embora sem perder suas raízes amazônicas, contando (em 2020) com cerca de 500 membros em 9 gerações na árvore genealógica.

O Autor pede contribuições de informações e voluntários co-mantenedores da árvore genealógica da Família Imbiriba.

Sebastiao Imbiriba - simbiriba@gmail.com - +55 21 974 355 370


7 de setembro de 2020

O virtuoso incorruptível

Quando se trata de querer mudar as pessoas para produzir o bem do povo, talvez o melhor seja cada qual tentar melhorar a si próprio do que os outros.

Isto nos faz lembrar um virtuoso advogado, inteligente, culto enciclopedista, excelente orador e idealista sincero que desejava ardentemente “mudar os costumes, o espírito e os hábitos”* de seu povo.

Para tal, começou por matar os inimigos do povo, depois, seus inimigos que, como tal, eram também inimigos do povo, então os próprios amigos, até que, por fim, depois de matar mais de quarenta mil cidadãos, foi ele mesmo para a guilhotina.

Seu nome: Maximilien François Marie Isidore de Robespierre.

Mas poderia ser: Adolf Hitler, Augusto Pinochet, Che Guevara, Idi Amin Dada, Joseph Stalin, Kim Il-Sung, Leopoldo II, Mao Tsé-Tung, Pol Pot, Vladimir Lenin...

* François Auguste Marie Mignet


3 de agosto de 2020

A VONTADE DO POVO

Segundo nossa Constituição, a vontade do povo se impõe pela maioria de votos em eleições, plebiscitos e referendos. A vontade dos que não votam não pode ser aferida e, portanto, não pode ser considerada.

O presidente é eleito pela maioria do universo nacional de votantes, enquanto senadores o são por maiorias estaduais e os deputados por maiorias setoriais pulverizadas. A eleição de um presidente é, também, a aprovação, pela maioria nacional dos eleitores, de seu programa de governo. Esta é a real e verdadeira vontade do povo.

No entanto, nossa Constituição, concebida para o regime parlamentarista, rejeitado pelo povo, foi remendada às pressas para um presidencialismo de coalizão, no qual o programa de governo do presidente eleito fica submetido à vontade do parlamento.

Tais impasses impediam a França de manter governo parlamentarista estável e efetivo até Charles De Gaulle ser chamado pela nação francesa a convocar nova constituinte. Pela atual constituição francesa, presidencialista, tal incongruência é dirimida pela convocação de plebiscito pelo qual o povo decide se prefere a proposta do presidente ou a do parlamento.

    

No Brasil a convocação de plebiscitos e referendos depende de vontade exclusiva do Congresso tornando o presidente escravo do parlamento, o que dá origem a todo tipo de bandidagem política, inclusive corrupção deslavada.

A solução seria conceder ao presidente a prerrogativa de convocar plebiscitos e referendos, inclusive quando o impasse seja com o judiciário, mas dificilmente o Congresso aprovaria tal emenda constitucional.

INFELIZMENTE.


24 de julho de 2020

A metamorfose de Bolsonaro

Bolsonaro foi por muito tempo uma espécie de líder sindical que a Polícia Militar não pode ter e que, para se eleger e reeleger várias vezes, faz declarações aberrantes cujas reações repercutem na mídia por longo tempo, tanto espontaneamente, quanto reagindo com pavio curto a provocações que constantemente recebe exatamente por isto. Ele sabe e aproveita o quanto essa tática representa em votos nas urnas e é assim que ele ganha eleições.

Lula, após três eleições agressivas ao extremo representando o líder sindical, percebeu que a sociedade estava farta de agressividades. Então, vestiu ternos Armani e se transformou no estadista Lulinha paz e amor, e venceu. Mas o humor do povo mudou e, Bolsonaro, percebendo o quanto a maioria conservadora do eleitorado estava aborrecida com Mensalão e Petrolão de Lula, e recessão econômica e incompetência política de Dilma, personificou essa raiva que o elegeu.


Bolsonaro se elegeu, assumiu e sofreu muitos revezes do sistema corrupto que herdou, muitas vezes por continuar com pavio curto e não perceber que o período eleitoral havia terminado e, agora, a tática deveria se adequar ao novo campo em que teria que atuar

Bolsonaro fará pronunciamento na TV contra isolamento - ISTOÉ ...

Ele achava que ganhar eleição lhe daria poder. Custou a aprender duas coisas: primeiro, fala mansa é mais eficaz quando se quer conquistar e aliar poder ao cargo que ocupa; segundo, que poder, em seu caso, teria que ser conquistado, tanto com fidelização dos se elegeram surfando na sua onda, quanto com a cooptação sistemática do melífluo Centrão, para garantir maioria em um Congresso criado para ser parlamentarista em regime presidencialista. Parece que só agora leu O Príncipe de Maquiavel. Mas, a duras penas e pouco a pouco, está aprendendo.

A par de seus defeitos, Bolsonaro possui uma grande virtude. Ele é humilde. Reconhece e tenta corrigir seus erros. Assim como reconhece suas insuficiências em vários campos, principalmente na economia. Por isso nomeou ministros como Paulo Guedes, Tarcísio, Teresa Cristina e outros cujos nomes não me ocorrem agora, mas quase todos muito competentes em suas áreas.

Por sorte do povo brasileiro, infelicitado por séculos de corrupção, a mesma raiva que elegeu Bolsonaro renovou o Congresso com candidatos conservadores que, apesar de não se alinharem em tudo com o novo presidente e lhe infligir algumas derrotas, aceita as ideias de Paulo Guedes como alternativa desejável ao que se praticou na área econômica no Brasil até agora.

Em consequência, projetos como reforma da Previdência, marco regulatório do saneamento, reforma tributária e outros, são ou serão debatidos e aprovados, reestruturando a administração pública e a economia brasileiras, dando-lhes maior eficiência, dinamismo e competitividade. 

Não fosse a pandemia do coronavirus, o Brasil já estaria saindo da recessão e voltado a criar riqueza a taxas que, dentro em pouco, se aproximariam de dez por cento ao ano. E riquezas que poderiam alimentar programas como o Renda Brasil, de grande alcance social e única solução para o desemprego sistêmico gerado pela robotização e a inteligência artificial.

Tudo isto porque Bolsonaro, um nacionalista recém convertido ao neoliberalismo, apesar de seus defeitos e deficiências, é um patriota sincero, bem intencionado, humilde e fiel ao seu eleitorado conservador, de maioria evangélica e católica tradicionalista. 

Bolsonaro é presidente democraticamente eleito e empossado, precisa, deve e merece a chance de terminar seu mandato com o mínimo de tranquilidade, cumprir suas promessas eleitorais e executar seu plano de governo.

Basta não cometer os mesmos erros políticos de Dilma.


11 de julho de 2020

Manifesto Pró Criação de BOSQUE Estrada Everaldo Martins

A população de Alter do Chão solidariamente apoiada pela de Santarém conclama as autoridades executivas, legislativas, judiciais e do ministério público a tomarem providências para constituição de uma área de defesa ambiental e paisagística ao longo da Estrada Everaldo Martins que une as duas localidades, com base nas seguintes considerações e princípios fundamentais:

Atrativo turístico é patrimônio de valor cultural e econômico de extrema importância social para qualquer comunidade que as possua e deve ser protegido por todas as formas legais;

Alter do Chão é atrativo turístico de renome universal e uma de suas belezas é a própria estrada que lhe dá acesso;

A ocupação desordenada das margens dessa estrada ataca o meio ambiente, degrada a paisagem, dificulta o trânsito, desagrada os usuários e afugenta turistas com a consequente redução econômica do turismo, afetando o emprego e a renda de ambas as localidades;

É, portanto, necessária a criação de uma faixa de proteção ecológica e paisagística em toda extensão dessa estrada, com dimensão acima da faixa de domínio legal já determinada, de ambos os lados da rodovia, o que proporcionaria a criação de um parque longitudinal, proporcionando a preservação da fauna e flora nativas.

Os signatários requerem do Governador do Estado, da Assembleia Legislativa, do Ministério Público Estadual, do Ministério Público Federal, do Prefeito Municipal e da Câmara Municipal, cada qual em sua esfera precípua de atuação as seguintes e imediatas providências:

Fiscalização permanente da faixa de domínio legal da estrada;

Criação de bosque contínuo em toda extensão com implantação de projeto paisagístico e florestal que permita futuras construções de trilhas e calçadas para pedestres nas duas bandas desses bosques, afastadas da estrada e próximas às edificações;

Criação de normas de implantação, manutenção e uso dos bosques e suas facilidades;

Alter do Chão, 06 de junho de 2019

Assinaturas

Ney Imbiriba

Antônio Imbiriba

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