5 de dezembro de 2020

Carta de um apaixonado

Meus queridos pais

A mudança que se operou na minha maneira de encarar as coisas, de analisar os acontecimentos, foi tão extraordinária, que às vezes fico a imaginar se o que se passou comigo, se passa com todos os que se casam.

Tudo se apresenta diante de mim com a face real, que só podemos ver quando estamos amadurecendo o caráter. Penso que é a minha verdadeira personalidade que se apresenta como de chofre.

A sua nova filha Nancy é uma moça encantadora, que supera as minhas expectativas. Sou plenamente feliz.

O que julguei um dia ser uma temeridade – casar – não passa de um passo que dei no momento exato com a pessoa certa.

Milhões de beijos e abraços do filho

Sebastiao Gil

Rio, 1.9.56


3 de dezembro de 2020

Lenda e Origens da Família Imbiriba


Diz a lenda familiar que uma donzela da família Fernandes, católica, do Recife se casou com um militar holandês, do exército de Maurício de Nassau, luterano, o qual retornou para seu país de origem após a derrota para os pernambucanos em 26 de janeiro de 1654. Constrangida pela censura da sociedade local após a retirada dos holandeses, a família da esposa abandonada migrou para Quixeramobim, na região central do Ceará.

Devido à ascendência holandesa, os Fernandes de Quixeramobim eram altos, louros, de olhos muito azuis e tez vermelha como as sementes da imbiriba, árvore de porte médio nativa do Nordeste, de cuja semelhança deriva a alcunha agregada ao nome de família: Fernandes Imbiriba.

Afligidos pela grande seca que atingiu o Nordeste em 1877-79, os Fernandes Imbiriba migraram do Ceará (não sei se restou algum Imbiriba em Quixeramobim, mas  há referências a uma tia Teté Fernandes, respeitada matrona da família, que lá permaneceu), e se estabeleceram no Baixo Amazonas, principalmente em Santarém e Oriximiná os primeiros dos quais foram:

·         Machado Imbiriba, do qual não sei o nome de batismo, mas seus descendentes diretos foram:

o   Tereza Rosa de Jesus Machado Imbiriba + João Baptista Imbiriba Fernandes,

o   Antonio Machado Imbiriba,

o   Ana Machado Imbiriba + João Guerreiro,

o   Francisca Machado Imbiriba (Chiquinha) + José Gabriel Guerreiro,

o   Joana Machado Imbiriba (1ª esposa de João Baptista Imbiriba Fernandes);

·         Manoel Coriolano Monteiro Imbiriba, casado com Maria Tapajós Nogueira Fernandes, e

·         Gonçalo Ramalho Fernandes, casado com Argemira Geracina Imbiriba.

Destes três ancestrais (os dois últimos eram irmãos, mas não sei quanto ao primeiro) descendem todos os Imbiribas consanguíneos (há muitos afilhados que adotaram o Imbiriba dos padrinhos). Com o tempo, a família perdeu o nome Fernandes e passou a ser apenas Imbiriba.

 Os Imbiribas do Baixo Amazonas migraram para todas as partes e hoje se espalham pelo Mundo, embora sem perder suas raízes amazônicas, contando (em 2020) com cerca de 500 membros em 9 gerações na árvore genealógica.

O Autor pede contribuições de informações e voluntários co-mantenedores da árvore genealógica da Família Imbiriba.

Sebastiao Imbiriba - simbiriba@gmail.com - +55 21 974 355 370


7 de setembro de 2020

O virtuoso incorruptível

Quando se trata de querer mudar as pessoas para produzir o bem do povo, talvez o melhor seja cada qual tentar melhorar a si próprio do que os outros.

Isto nos faz lembrar um virtuoso advogado, inteligente, culto enciclopedista, excelente orador e idealista sincero que desejava ardentemente “mudar os costumes, o espírito e os hábitos”* de seu povo.

Para tal, começou por matar os inimigos do povo, depois, seus inimigos que, como tal, eram também inimigos do povo, então os próprios amigos, até que, por fim, depois de matar mais de quarenta mil cidadãos, foi ele mesmo para a guilhotina.

Seu nome: Maximilien François Marie Isidore de Robespierre.

Mas poderia ser: Adolf Hitler, Augusto Pinochet, Che Guevara, Idi Amin Dada, Joseph Stalin, Kim Il-Sung, Leopoldo II, Mao Tsé-Tung, Pol Pot, Vladimir Lenin...

François Auguste Marie Mignet


3 de agosto de 2020

A VONTADE DO POVO

Segundo nossa Constituição, a vontade do povo se impõe pela maioria de votos em eleições, plebiscitos e referendos. A vontade dos que não votam não pode ser aferida e, portanto, não pode ser considerada.

O presidente é eleito pela maioria do universo nacional de votantes, enquanto senadores o são por maiorias estaduais e os deputados por maiorias setoriais pulverizadas. A eleição de um presidente é, também, a aprovação, pela maioria nacional dos eleitores, de seu programa de governo. Esta é a real e verdadeira vontade do povo.

No entanto, nossa Constituição, concebida para o regime parlamentarista, rejeitado pelo povo, foi remendada às pressas para um presidencialismo de coalizão, no qual o programa de governo do presidente eleito fica submetido à vontade do parlamento.

Tais impasses impediam a França de manter governo parlamentarista estável e efetivo até Charles De Gaulle ser chamado pela nação francesa a convocar nova constituinte. Pela atual constituição francesa, presidencialista, tal incongruência é dirimida pela convocação de plebiscito pelo qual o povo decide se prefere a proposta do presidente ou a do parlamento.

    

No Brasil a convocação de plebiscitos e referendos depende de vontade exclusiva do Congresso tornando o presidente escravo do parlamento, o que dá origem a todo tipo de bandidagem política, inclusive corrupção deslavada.

A solução seria conceder ao presidente a prerrogativa de convocar plebiscitos e referendos, inclusive quando o impasse seja com o judiciário, mas dificilmente o Congresso aprovaria tal emenda constitucional.

INFELIZMENTE.


24 de julho de 2020

A metamorfose de Bolsonaro

Bolsonaro foi por muito tempo uma espécie de líder sindical que a Polícia Militar não pode ter e que, para se eleger e reeleger várias vezes, faz declarações aberrantes cujas reações repercutem na mídia por longo tempo, tanto espontaneamente, quanto reagindo com pavio curto a provocações que constantemente recebe exatamente por isto. Ele sabe e aproveita o quanto essa tática representa em votos nas urnas e é assim que ele ganha eleições.

Lula, após três eleições agressivas ao extremo representando o líder sindical, percebeu que a sociedade estava farta de agressividades. Então, vestiu ternos Armani e se transformou no estadista Lulinha paz e amor, e venceu. Mas o humor do povo mudou e, Bolsonaro, percebendo o quanto a maioria conservadora do eleitorado estava aborrecida com Mensalão e Petrolão de Lula, e recessão econômica e incompetência política de Dilma, personificou essa raiva que o elegeu.


Bolsonaro se elegeu, assumiu e sofreu muitos revezes do sistema corrupto que herdou, muitas vezes por continuar com pavio curto e não perceber que o período eleitoral havia terminado e, agora, a tática deveria se adequar ao novo campo em que teria que atuar

Bolsonaro fará pronunciamento na TV contra isolamento - ISTOÉ ...

Ele achava que ganhar eleição lhe daria poder. Custou a aprender duas coisas: primeiro, fala mansa é mais eficaz quando se quer conquistar e aliar poder ao cargo que ocupa; segundo, que poder, em seu caso, teria que ser conquistado, tanto com fidelização dos se elegeram surfando na sua onda, quanto com a cooptação sistemática do melífluo Centrão, para garantir maioria em um Congresso criado para ser parlamentarista em regime presidencialista. Parece que só agora leu O Príncipe de Maquiavel. Mas, a duras penas e pouco a pouco, está aprendendo.

A par de seus defeitos, Bolsonaro possui uma grande virtude. Ele é humilde. Reconhece e tenta corrigir seus erros. Assim como reconhece suas insuficiências em vários campos, principalmente na economia. Por isso nomeou ministros como Paulo Guedes, Tarcísio, Teresa Cristina e outros cujos nomes não me ocorrem agora, mas quase todos muito competentes em suas áreas.

Por sorte do povo brasileiro, infelicitado por séculos de corrupção, a mesma raiva que elegeu Bolsonaro renovou o Congresso com candidatos conservadores que, apesar de não se alinharem em tudo com o novo presidente e lhe infligir algumas derrotas, aceita as ideias de Paulo Guedes como alternativa desejável ao que se praticou na área econômica no Brasil até agora.

Em consequência, projetos como reforma da Previdência, marco regulatório do saneamento, reforma tributária e outros, são ou serão debatidos e aprovados, reestruturando a administração pública e a economia brasileiras, dando-lhes maior eficiência, dinamismo e competitividade. 

Não fosse a pandemia do coronavirus, o Brasil já estaria saindo da recessão e voltado a criar riqueza a taxas que, dentro em pouco, se aproximariam de dez por cento ao ano. E riquezas que poderiam alimentar programas como o Renda Brasil, de grande alcance social e única solução para o desemprego sistêmico gerado pela robotização e a inteligência artificial.

Tudo isto porque Bolsonaro, um nacionalista recém convertido ao neoliberalismo, apesar de seus defeitos e deficiências, é um patriota sincero, bem intencionado, humilde e fiel ao seu eleitorado conservador, de maioria evangélica e católica tradicionalista. 

Bolsonaro é presidente democraticamente eleito e empossado, precisa, deve e merece a chance de terminar seu mandato com o mínimo de tranquilidade, cumprir suas promessas eleitorais e executar seu plano de governo.

Basta não cometer os mesmos erros políticos de Dilma.


11 de julho de 2020

Manifesto Pró Criação de BOSQUE Estrada Everaldo Martins

A população de Alter do Chão solidariamente apoiada pela de Santarém conclama as autoridades executivas, legislativas, judiciais e do ministério público a tomarem providências para constituição de uma área de defesa ambiental e paisagística ao longo da Estrada Everaldo Martins que une as duas localidades, com base nas seguintes considerações e princípios fundamentais:

Atrativo turístico é patrimônio de valor cultural e econômico de extrema importância social para qualquer comunidade que as possua e deve ser protegido por todas as formas legais;

Alter do Chão é atrativo turístico de renome universal e uma de suas belezas é a própria estrada que lhe dá acesso;

A ocupação desordenada das margens dessa estrada ataca o meio ambiente, degrada a paisagem, dificulta o trânsito, desagrada os usuários e afugenta turistas com a consequente redução econômica do turismo, afetando o emprego e a renda de ambas as localidades;

É, portanto, necessária a criação de uma faixa de proteção ecológica e paisagística em toda extensão dessa estrada, com dimensão acima da faixa de domínio legal já determinada, de ambos os lados da rodovia, o que proporcionaria a criação de um parque longitudinal, proporcionando a preservação da fauna e flora nativas.

Os signatários requerem do Governador do Estado, da Assembleia Legislativa, do Ministério Público Estadual, do Ministério Público Federal, do Prefeito Municipal e da Câmara Municipal, cada qual em sua esfera precípua de atuação as seguintes e imediatas providências:

Fiscalização permanente da faixa de domínio legal da estrada;

Criação de bosque contínuo em toda extensão com implantação de projeto paisagístico e florestal que permita futuras construções de trilhas e calçadas para pedestres nas duas bandas desses bosques, afastadas da estrada e próximas às edificações;

Criação de normas de implantação, manutenção e uso dos bosques e suas facilidades;

Alter do Chão, 06 de junho de 2019

Assinaturas

Ney Imbiriba

Antônio Imbiriba

Assine você também, click aqui https://secure.avaaz.org/community_p…